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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Citologia

    A citologia é o estudo das células coletadas do organismo. É uma técnica que vem ganhando atenção especial no ramo da oncologia. A principal indicação para o uso da citologia é a caracterização do processo como INFLAMATÓRIO e ou NEOPLÁSICO. Em muitos casos consegue-se ainda classificar o tipo de inflamação como aguda ou crônica infecciosa ou não infecciosa, além de muitas vezes ser possível identificar a origem histogenética (epitelial, mesenquimal, linforreticular, melanocítica) podendo, até mesmo, caracterizá-las como benignas ou malignas. As limitações do método implicam na ausência de arquitetura tecidual e grau de invasão da lesão, tornando para tal, o exame histológico imprescindível.
    Amostras para o exame citológico podem ter diversas origens como líquidos cavitários, formações intratorácicas e intra-abdominais, formações em pele e tecido subcutâneo, linfonodos, lesões ósseas, líquor, mucosas diversas, medula óssea, sedimento urinário, lavado brônquico, punção da tireoide e traqueal, dentre outros.
Trata-se de uma técnica simples, de baixo custo, rápida, segura, geralmente indolor, não sendo normalmente necessário à utilização de anestesia para a realização da colheita. Com as informações obtidas com a citologia podemos, na maioria das vezes, direcionar o tipo de tratamento a ser instituído e quando não conclusiva, indicar a próxima conduta necessária para obtenção do diagnóstico. 
    Quando comparada à técnica histológica, ambos os métodos complementam-se, sendo que um não substitui o outro, já que as informações obtidas em cada um deles são diferentes. Os resultados satisfatórios da citologia dependem da colheita de amostra adequada, do correto preparo e coloração da mesma, além do exame citológico minucioso aliado à riqueza de informações oferecidas pelo clínico. Um descuido em qualquer uma dessas etapas poderá comprometer o resultado final.








Referência



 http://www.iapcc.com.br/exames

domingo, 25 de outubro de 2015

Colheita para Citologia


   O exame citológico é uma excelente ferramenta para auxiliar o médico veterinário no diagnóstico e no prognóstico. O exame citológico apresenta como característica principal a rapidez no diagnóstico quando comparado ao exame histopatológico; necessitada de pequena quantidade de material. A sua maior limitação é que muitas vezes o exame citológico deve ser confirmado através de um exame histopatológico por não proporcionar a visualização da arquitetura do tecido alterado, como ocorre no histopatológico. É indicada para diferenciar processos inflamatórios agudos ou crônicos e neoplásicos benignos e malignos.



Podemos dividir em 3 formas de obtenção do material:

Citologia Esfoliativa 
Remove-se as células mais superficiais da lesão através de esfoliação (raspagem), sendo indicada na avaliação de epitélios, para caracterizar exsudatos ou para visualização de agentes infecciosos e parasitários. Esta técnica é usada, por exemplo, na determinação da fase do ciclo estral de cadelas, de processos inflamatórios uterinos, habronemoses, lesões cutâneas em geral, otites, etc.

Citologia por Decalque (imprint ou claps) 
Colhe-se fragmento de 1-2 cm do órgão ou nódulo a ser examinado, tira-se o excesso de sangue com um papel toalha e faz a impressão em uma lâmina limpa. É uma técnica muito utilizada em sala de necropsia para confirmação diagnóstica de suspeitas levantadas a macroscopia, com resposta rápida. Também utilizada para de lesões cutâneas, pressionando-se a lâmina contra a lesão. Deixa-se secar e fixa-se para enviar ao laboratório. 

Citologia por Esmagamento (squash) 
Esta técnica consiste em colocar uma lâmina sobre a outra (contendo um fragmento de 2 mm do material a ser examinado), comprimindo-as e espalhando o material. 

Citologia Aspirativa por Agulha Fina ou Punção Aspirativa 
Usada para massas e órgãos superficiais como massas expansivas, linfonodos, próstata, tireóide. Usar seringa de 5, 10 ou 20 ml com agulha de diâmetro. Aspirar material representativo, colocar na lâmina e deslizar sobre outra. Fixar as 2 lâminas ao ar ou em álcool por 20 a 30 minutos e enviar ao laboratório em frasco porta-lâminas com histórico detalhado, técnica de colheita e de fixação. 

Colheita de fluídos sinovial, peritonial, pleural e líquor
Colher o fluído com uma seringa plástica e passar cerca de 2 ml para o frasco de tampa vermelha e cerca de 2ml em frasco de tampa roxa. Manter em geladeira (2-8°C). Realizar também um esfregaço fino (interrompido, sem cauda) e secá-lo ao ar, colocá-lo em porta lâmina e manter à temperatura ambiente. 



Referência
 http://www.laborvet.com.br/colheitaparacitologia

Atlas de Efusões

Efusão é o acúmulo anormal de líquido em um “potencial” espaço corporal, fora dos vasos sanguíneos ou linfáticos e das vísceras. Não é uma doença propriamente dita, mas antes a indicação de um processo patológico no sistema de produção ou remoção de líquido ou acúmulo a partir de uma fonte ectópica. É um processo freqüente na rotina da clínica veterinária de pequenos animais, derivando principalmente de lesões traumáticas, neoplásicas, metabólicas e inflamatórias. 
Podem ser classificadas em três formas (baseadas em suas concentrações de proteína, contagem celular e aparência microscópica): transudatos, transudatos modificados e exsudatos.
 A avaliação dos derrames cavitários é classicamente realizada por meio de exame citológico, a partir de esfregaços obtidos de amostras colhidas por punção aspirativa.
A avaliação das efusões se baseia nos exames físico, bioquímico, na contagem das células e no exame citológico, no qual é realizada a diferenciação e determinação do predomínio celular, avaliação da integridade celular, de sua morfologia em casos de neoplasias e quanto à presença de bactérias e microorganismos. Desse modo, é essencial o conhecimento do processamento laboratorial dessas amostras, suas características e dos principais elementos e células que podem estar presentes para sua correta avaliação e orientação visando o diagnóstico e conseqüente terapêutica adequada. 


Células sanguíneas e infecções bacterianas
 Hemácias



Hemácias de aspecto normal

Células inflamatórias

Células inflamatórias. Pode-se observar grande predominância de neutrófilos não-degenerados, bem como um monócito no canto superior esquerdo e um linfócito no canto inferior direito.
Células inflamatórias. Pode-se observar grande predominância de neutrófilos não-degenerados. Nota-se a presença de uma célula epitelial no canto inferior direito, que pode ser diferenciada das demais pelo seu tamanho e citoplasma eosinofílico.


 Pode-se observar três neutrófilos. O neutrófilo localizado na porção superior se encontra em processo de apoptose; o núcleo apresenta-se fragmentado em grânulos no citoplasma, e com distribuição irregular de cromatina, caracterizando uma cariorrexe.


Neutrófilo antigo. Pode se apresentar, como na foto acima, como estrias conectando os diferentes lóbulos nucleares, ou ainda como hipersegmentação nuclear.


Monócito em processo de fagocitose de um neutrófilo, chamado leucófago. Pode ser diferenciado da sobreposição de células pelo achatamento do núcleo do monócito.


Monócito em processo de fagocitose do que parece ser uma hemácia.

sábado, 24 de outubro de 2015

Técnicas de colheita e coloração em citologia.


Vídeo demonstrando como se fazer na hora da colheita de material para citologia e como colorir as lâminas.