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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Entendendo Alterações no Hemograma

Quando o hemograma encontra-se com VCM abaixo do normal - Anemia Microcítica
Possíveis Causas:
               - Anemia Ferropriva {Por alimentação deficiente de ferro; verminose; pequenas hemorragias crônicas; parasitas sugadores de minerais};
               - Deficiência de cobre;
               - Deficiência de Piridoxina.


Quando o hemograma encontra-se com VCM dentro do valor de referência - Anemia Normocítica
Possíveis Causas:
               - Anemia em doenças crônicas {Em casos de infecções prolongadas; Neoplasias; Doenças Inflamatórias crônicas};
               - Insuficiência Renal crônica;
               - Hemorragia intensa {Causada por traumatismos, cirurgias, intoxicação por warfarina, intoxicação por samambaia em bovinos, coagulopatias}
               - Distúrbios na medula óssea {Leucemias; Hipoplasia por intoxicação com benzeno, inseticidas, irradiação, intoxicação estrogênica no cão} - Provavelmente haverá em associação à anemia normocítica, leucopenia e trombocitopenia;
               - Anemia Hemolítica {Causada por hemoparasitos como Anaplasma, Babesia, Hemobartonela; AIE; Intoxicação por chumbo, azul de metileno; Toxinas bacterianas e veneno de cobra; Causas imuno-mediadas ou hereditárias}
               - Hipotireoidismo


Quando o hemograma encontra-se com VCM acima do aceitável - Anemia Macrocítica
Possíveis Causas:
               - Anemia Megaloblástica {Por deficiência de ácido fólico, deficiência de vitamina b12, deficiência de cobalto em ruminantes, medicamentos};
               - Hepatopatias;
               - Anemia Hemolítica;
               - Hipotireoidismo.


Quando o hemograma completo apresenta alterações na parte leucocitária, tratando-se de aumento no número de leucócitos (Leucocitose):
Possíveis Causas:
               - Neutrofilia Fisiológica sem desvio à esquerda {Por ação da adrenalina; Após alimentação};
               - Neutrofilia Patológica com desvio à esquerda {Por infecção bacteriana; Trauma; Hemorragia; Corticosteróides; Intoxicações exógenas; Intoxicações endógenas; Doença inflamatória recente}.

               - Linfocitose {Infecções virais; Pós-vacinação; Leucemia};
               - Eosinofilia {Parasitismo; Alergia; Neoplasia}


Quando o hemograma completo apresenta alterações na parte leucocitária, tratando-se de diminuição do número de leucócitos (Leucopenia):
Possíveis Causas:
                - Neutropenia {Infecção bacteriana grave; Toxemia por bactéria gram negativa; Hipoplasia da medula óssea por agentes químicos ou drogas; Neutropenia cíclica};
                - Linfopenia {Infeção viral; Stress; Corticosteróides};
                - Eosinopenia {Stress; Corticosteróides}


Quando o hemograma completo apresenta alterações na plaquetometria, gerando neste caso, Plaquetopenia (Trombocitopenia):
Possíveis Causas:
                - Colheita inadequada de material;
                - Infecções por: Septicemia, CID, Viroses, Erlichiose, AIE;
                - Toxicidade estrogênica em cães;
                - Imune - drogas ou idiopática;
                - Hipoplasia de medula óssea;
                - Leucemia e linfoma;
                - Esplenomegalia

OBS: Para toda regra existe exceção. Devemos lembrar que interpretação depende de associação entre resultado da análise da amostra e quadro clínico apresentado pelo paciente, dessa forma, determinadas enfermidades podem apresentar quadros diferentes do esperado, não devendo ser desclassificadas sem investigação adequada.
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REFERÊNCIAS




Hematologia - Leucócitos




LEUCÓCITOS


   Como parte importante do hemograma completo, tem-se o leucograma, avaliando a série celular branca. O leucograma raramente é patognomônico, porém, poderá ser usado na elaboração de diagnóstico diferencial, na avaliação da gravidade de determinada doença e ainda poderá ser útil no fornecimento do prognóstico.
Conhecer a produção, distribuição e fisiopatologia dos leucócitos é essencial para a interpretação do significado do leucograma.
   O número de leucócitos circulantes reflete a presença ou ausência de equilíbrio entre fornecimento e demanda. A produção leucocitária se da na medula óssea, onde cada unidade formadora de colônia irá produzir e diferenciar seu respectivo tipo celular (UFC's).
   A contagem diferencial poderá ser apresentada em porcentagem (valor relativo), ou em número de determinado tipo leucocitário por microlitro de sangue (valor absoluto). A interpretação deverá sempre ser baseada mais nos números absolutos, do que no nas porcentagens, principalmente se a contagem estiver com valor total muito alto ou muito baixo.
   Os granulócitos e monócitos vão se desenvolver exclusivamente na medula óssea, enquanto que os linfócitos vão se desenvolver principalmente nos linfonodos e baço. Os leucócitos são: Neutrófilos, linfócitos, monócitos, eosinófilos e basófilos. São classificados em polimorfonucleares ou mononucleares, onde os polim. tem núcleo condensado e segmentado, sendo também chamados de granulócitos (neutrófilos, eosinófilos e basófilos); já os agranulócitos ou mononucleares comportam linfócitos e monócitos.


Neutrófilos


   Possuem como função a fagocitose e morte de microorganismos. São divididos em Neutrófilos adultos (maduros e segmentados) e Neutrófilos bastonetes (imaturos e não segmentados ou com quantidade mínima de segmentos).
   Os neutrófilos representam uma das principais linhas de defesa do hospedeiro contra os patógenos invasores, especialmente bactérias. São atraídos até o foco da infecção; dessa forma, quando houver súbita demanda de neutrófilos, ocorrerá mobilização do compartimento da medula óssea que poderá corrigir a neutropenia por algumas horas (até que as necessidades a longo prazo possam estimular maior diferenciação das células precursoras em neutrófilos).
  Diferenciação dos neutrófilos: Mieloblasto - Pró mielócito - Mielócito - Bastonete - Neutrófilo segmentado
http://www.geocities.ws/patclinvet/figuras/c9.jpg
Neutrófilo segmentado, Neutrófilo Bastonete e Neutrófilo Segmentado.
Fonte: 
http://www.geocities.ws/patclinvet/h104.html


Linfócitos


   Apresentam-se ocupando segundo lugar em relação ao número de leucócitos no sangue de cães sadios. São fundamentais itens do sistema imune. São divididos em Linfócitos B (únicas células capazes de produzir anticorpos), Células T (reguladoras de respostas imunes aos antígenos protéicos, servindo ainda como células efetoras para a eliminação dos microorganismos intracelulares) e ainda há a linhagem de Células NK (Natural Killer = derivadas da medula óssea, responsáveis por lisar certas linhagens de células tumorais sem prévia sensibilização).
Não se podem diferenciar os dois tipos de linfócitos (T e B) em um esfregaço de sangue.


Linfócitos
Fonte: www.infoescola.com





Eosinófilos


   São produzidos em maior escala quando frente a infecções parasitárias, migrando para os tecidos infectados pelos parasitos, liberando substâncias que são capazes de eliminar grande parte deles. A medula óssea é a maior produtora deste tipo celular, e o compartimento de estoque dela é cerca de trezentas vezes o número total circulante.
Participam da regulação alérgica e resposta aguda inflamatória. Podem também ser responsáveis por significativa lesão tecidual, tendo importante papel na ampliação da resposta inflamatória.
Como efeitos indesejáveis, possuem potencial para toxicidade, capacidade de produzir produtos pró-inflamatórios e produção de radicais livres de oxigênio.
Eosinófilo


Monócitos


   Desempenham importante função na defesa contra microorganismos intracelulares (fungos, vírus e certas bactérias) e também no processamento de antígenos que serão posteriormente apresentados aos linfócitos. Participam dos processos inflamatórios, pois contém ou secretam diversas substâncias biologicamente ativas, sendo responsáveis pela remoção e processamento das células velhas ou fragmentadas. Fazem ainda a filtração de bactérias e toxinas do sangue portal.
    Cada monócito poderá ser encontrado na circulação por até 24h, após este período, entrarão nos tecidos e se tornarão macrófagos. Como macrófagos poderão ter meses de vida, ou morrer precocemente em combate à infecções.
Monócito
Fonte:
alunosanalisesclinicas.wordpress.com



Basófilos


   Possuem a capacidade de liberar heparina no sangue (substância que impede a coagulação sanguínea e também acelera a remoção de partículas de gordura do sangue após refeições). São os leucócitos encontrados em menor número no sangue de cães sadios (menos de 2% da leucometria diferencial).

 
Basófilo

Hematologia - Eritrócitos

Eritrócitos: Anemias, Policitemias e Hemoparasitoses
Eritrócitos
Fonte : www.lookfordiagnosis.com
Causas de perda eritrocitária: Intravasculares, Extravasculares ou ainda Idiopáticas.

Causas de aumento do hematócrito: Desidratação, medo, excitação, altitude ou atividade intensa.
 Causas de diminuição do hematócrito: Anemia, estado avançado de gestação, hemólise, anestesia (esplenomegalia).

Diagnóstico e Diferenciação da Anemia

Anemia: Hemácias ou hemoglobina abaixo dos valores de referências normais para a espécie.

Tipos de anemia são dados por sinais clínicos e velocidade de início do quadro e também pela presença ou ausência de células indicadoras de regeneração (reticulócitos, por exemplo).

Diagnóstico: Hematócrito principalmente.
  -Falsamente diminuído: Hemólise (CHGM estará alta); colher material de veia cateterizada com adm de fluidos; excesso de EDTA; Hiperhidratação do animal.
  -Falsamente normalizado: Desidratação junto com anemia; desidratação da amostra; imediatamente após hemorragia (contração esplênica); medo; excitação (contração esplênica).

Confirmação diagnóstico: membranas e mucosas pálidas (em gatos pode ser comum); fraqueza e baixa tolerância ao exercício; taquicardia e taquipnéia mesmo em repouso quando a anemia for mais grave.

Tipos de Anemia: Relativa (condicional: terço final de gestação, neonatos, após fluidoterapia) ou Absoluta (patológica).

A anemia pode ocorrer devido a perda de sangue (anemia hemorrágica), aumento da destruição das hemácias (anemia hemolítica) ou ainda por produção diminuída de hemácias (distúrbios mieloproliferativos). Todas estas causas podem crônicas ou agudas, com exceção da diminuição de produção de hemácias que só poderá ser classificada como crônica.
Um detalhe importante a ser observado é que pela vida dos eritrócitos ser um tanto quanto longa, uma parada total na produção dos mesmos, só será percebida dias depois.

Anemia Hemorrágica: - Mais comum em pequenos animais
                                     - Perda de sangue aguda ou crônica, podendo ser externa ou interna.
                                     - Causas: Traumas, procedimentos cirúrgicos, defeitos hemostáticos, intoxicação por anticoagulantes, doença hepática (fatores de coagulação), lesões gastrointestinais, neoplasias com sangramento cavitário.



Anemia Hemolítica: - Pouco comum em pequenos animais
                                  - Hemólise extravascular: no baço ou fígado por fagocitose de IgG acoplada
                                  - Hemólise intravascular: auto-imune, toxicidade
                                  - Lise física: calor, queimaduras, radiação, injeção I.V, adm de solução hipotônica.
                                  - Causas: Imunomediada (anticorpos lisam as hemácias), distúrbios linfo ou mieloproliferativos; intoxicação com oxidantes (cebola crua, paracetamol, cetamina em gatos, sulfonamidas; intoxicação por plantas tóxicas; acidentes ofídicos; lise física; agentes infecciosos (Haemobartonella felis e Leptospira); tumores malignos; desordens imuno mediadas (reação transfusional); doenças metabólicas (trombocitopenia, CID).

Anemia Hipoproliferativa:  - Ausência de reticulocitose (quando aparecem, estão em pequeninas quantidades)
                                            - Sempre crônica
                                            - Causas: Deficiência nutricional; anemia por doença inflamatória (retenção do ferro nos macrófagos da medula óssea, não permitindo que ele seja usado para formação de hemácias); anemia por falta de eritropoietina (IRC ou doença hepática crônica – eritropoietinogênio); desordens mieloproliferativas.

Classificação Morfológica: VCM ou VGM e CHCM ou CHGM => não determinam a causa da anemia, mas auxiliam na interpretação do mecanismo patofisiológico.
    - Corante supravital: Contagem de reticulócitos via esfregaço sanguíneo.
    - Aumento no número de reticulócitos: maior gravidade da anemia regenerativa.
    - Ausência de reticulócitos: Anemia não regenerativa.

Anemia Regenerativa grave: - Hemácias imaturas
                                               - Corpúsculos de Howell Jolly (dificilmente observados)
                                               - Quantos mais jovens as hemácias, mais grave a anemia
                                               - ___ hemácias / 100 leucócitos.

Anemia Regenerativa se torna não regenerativa: - Se a perda de hemácias for contínua, a perda de ferro também será. Se o ferro não for reposto na dieta, hemácias não poderão ser produzidas corretamente.
                                                                              - Animais em aleitamento, animais doadores repetidamente sangrados
                                                                              - VCM e CHCM baixos
                                                                              - Concentração sérica de ferro baixa
                                                                              - Microcitose e hipocromia
                                                                              - Biópsia medula óssea: sem resposta eritróide.

Anemia Não Regenerativa: - Correção da causa quando possível.

Hematologia - Plaquetas

 Plaquetas
Plaquetas
Fonte : griho2.udl.es

PLAQUETAS

   Conhecidas também como trombócitos, são pequenos fragmentos citoplasmáticos derivados de megacariócitos e são produzidos principalmente na medula  óssea. A liberação plaquetária ocorre devido ao estímulo da trombopoietina e sua concentração circulante é regulada pela massa total de plaquetas circulantes.
Como função, possui o auxílio na hemostasia primária e secundária.

Trombocitopenia

   Entende-se por trombocitopenia, a diminuição do número de plaquetas, o que poderá acarretar em maior facilidade de ocorrência de sangramentos.
   A trombocitopenia pode ocorrer por diminuição na produção por mielossupressão (medicamentos, imuno-mediada, causas infecciosas, uremia), vida média reduzida ou destruição plaquetária (causas infecciosas, imuno mediada, hemorragia aguda e severa, CID, alterações funcionais), redução do número de plaquetas (causas tóxicas, anemias ferroprivas severas), distribuição anormal por sequestro (esplenomegalia, hipotermia severa, endotoxemia), mecanismos idiopáticos (anafilaxia, doenças infecciosas, neoplasia).
Quando a contagem plaquetária for menor que 20.000 por microlitro, haverá suspeita de doença imunomediada.

Trombocitose

   Entende-se por tombrocitose, o aumento do número de plaquetas. Esta ocorrência poderá se dar por aumento na produção de plaquetas, diminuição de retirada de plaquetas da circulação, diminuição do sequestro plaquetário. A causa mais comum de trombocitose é a contração esplênica por liberação de epinefrina.
   Encontra-se dividida em forma primária e secundária. Na forma primária, ocorrerá por proliferação neoplásica na medula óssea (leucemias, mielofibrose...), na forma secundária, poderá ocorrer por estímulo da medula óssea (Anemias regenerativas, endocrinopatias, inflamação séptica ou asséptica, neoplasia, corticoterapia, antibioticoterapia, quimioterapia, recuperação de trombocitopenia imunomediada) ou ainda por redução do clearence esplênico.


Alterações Plaquetárias

   Macroplaquetas: Plaquetas maiores que o normal (achado comum em felinos); podem estar presentes em animais com contagens de plaquetas normais durante a fase de recuperação de trombocitopenias.
Agregados Plaquetários: Plaquetas aderidas = impede a contagem real e pode gerar falsa plaquetometria.

Hematologia - Contagem de Reticulócitos em Cães e Gatos

Contagem de Reticulócitos em Cães e Gatos
Fonte: google.com.
 Hemácias imaturas;
- Corantes usados para identificação: Novo Azul de Metileno ou Azul Cresil Brilhante.
- Não se conta em eqüinos, pois estes não liberam reticulócitos.
- Contagem útil para avaliação de anemia.
- Permanecem na medula óssea por 2 a 3 dias antes de entrarem no sangue.
- Concentração de eritropoietina, deformabilidade capilar e carga de superfície influenciam na liberação dos reticulócitos.

= Hemácias maduras: Não possuem polirribossomos, logo, não se coram.
= Hemácias imaturas: Possuem polirribossomos, logo, coram-se de azul claro.
Fonte : misodor.com


Como fazer a contagem:

- Misturar uma parte de sangue a 1,5 partes ou 1 de Novo Azul de Metileno (0,5% em salina) em um tubo de ensaio mantendo a homogeneidade. Deixar a mistura em repouso por 10 minutos para cães e por 15 a 20 minutos para gatos à temperatura ambiente. Em seguida, homogeneizar novamente a amostra e pipetar uma gota da mistura e confeccionar em seguida, um esfregaço fino. Examinar com óleo de imersão na objetiva de 100x.

     = Cães: Reticulócitos agregados com coloração azul escura. Presença de entrelaçamento no citoplasma.
     = Gatos: Agregados
                  Pontilhados: Pode apresentar semelhança com
 Mycoplasma haemofelis.


Interpretação:

- Esperado: Resposta máxima da M.O em 7 dias a partir do início da anemia.
= Contagem de Reticulócitos: Maior que 50% da resposta esperada, porém, menor que a adequada para a espécie e pela severidade da anemia -> Resposta regenerativa medular ruim. Normalmente em hemorragia e hemólise com eritropoiese medular deficiente.
= Contagem menor que 50% em 7 dias -> Anemia não regenerativa.

* Em gatos = Contagem de reticulócitos agregados esperada costuma ser metade do valor em cães.
                 = Contagem de reticulócitos pontilhados -> Pode ser o único aumento percebido em discreta perda sanguínea. Esses reticulócitos permanecem no sangue periférico por até duas semanas após resolução da anemia. Quando aumentados sozinhos = resposta medular adequada ou anemia aguda discreta.

- Resposta a anemia: Contagem total de hemácias x % de reticulócitos.
                                  Resposta Regenerativa Discreta:
           = Contagem maior que 50.000 reticulócitos agregados/uL em gatos
           = Contagem maior que 60.000 reticulócitos agregados/uL em cães


Reticulócitos
Fonte : www.ebah.com.br

Reticulócitos.
Fonte: edptres.blogspot.com.

- Anemia não regenerativa: 0 a 10.000 (- -)
- Anemia não regenerativa: 10.000 a 60.000 (-)
- Anemia regenerativa: 60.000 a 200.000 (+)
- Regeneração máxima: 200.000 a 500.000 células por microlitro (++)

* Gatos: Reticulócitos agregados em 12h tornam-se pontilhados = Presença de agregados indica liberação medular ativa.

Como obter o valor corrigido de reticulócitos.
Fonte:
 slideplayer.com.br







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REFERÊNCIAS

Lopes, Sonia Terezinha dos Anjos - L864m Manual de Patologia Clínica Veterinária / Sonia Terezinha dos Anjos Lopes, Alexander Welker Biondo, Andrea Pires dos Santos ; colaboradores Mauren Picada Emanuelli ... [et al.]. - 3. ed. - Santa Maria: UFSM/Departamento de Clínica de Pequenos Animais, 2007. 107 p. : il.

THRALL. M.A, et al. Hematologia e Bioquímica Clínica Veterinária. 1 Ed. São Paulo: Roca, 2007.

Patologia clínica veterinária: texto introdutório / Félix H. Diaz González, Sérgio Ceroni da Silva (editores). – Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2008. 342 p.

WALKER, D. Diagnóstico citológico e hematologia de cães e gatos, IN: COWELL, R. L; TYLER, R. D.; MEINKOTH, J. H.; DENICOLA, D. B. 3ª Edição. São Paulo: MedVet, 2009.


Anemia Regenerativa e Não Regenerativa em cães e gatos.

Anemia Regenerativa e Não Regenerativa em cães e gatos

Anemia

- Achado comum em doenças não somente de caráter hematológico, como em neoplasias, infecções, doenças inflamatórias, distúrbios gastrointestinais, insuficiência renal crônica e hepatopatia crônica.
- Termo técnico: Oligocitemia.
- Deve ser entendida como uma consequência/sinal clínico, e não como doença.
- Decorrente de baixa em hemoglobina e baixa concentração de hemácias.
- Classificada por aspectos morfológicos = aspecto fisiopatológico; e aspectos etiopatológicos = base fisiopatológica.
- Ser regenerativa ou não = De acordo com resposta medular.

- Contagem alta de reticulócitos = Anemia hipoproliferativa ou alteração na maturação dos eritrócitos.
- Contagem baixa de reticulócitos = Anemia hemolítica.

- Hemograma + Contagem de Reticulócitos = Para definir se há hemólise ou hipoproliferação.

RDW: Red Cell Distribution Widht = Indica grau de anisocitose em porcentagem.
VG e CHCM = Indicam presença ou não de anemia.

Anemia Regenerativa

- Com produção de eritrócitos (Eritropoiese Ativa) = doenças hemorrágicas ou hemolíticas;
- Presença de Reticulócitos no sangue periférico;
- Causa: Hemorragia aguda, Hemorragia Crônica, Hemólise Intravascular, Hemólise Extravascular.
- O que se observa?
    = Reticulocitose, anisocitose, policromasia. Pode-se encontrar também Metarrubrícitos em cães e Corpúsculo de Howell Jolly em gatos. É necessário que se espere até 3 dias para verificação de resposta  medular regenerativa através do sangue.


Anemia Não Regenerativa

- Eritropoiese ineficaz, sem aumento de reticulócitos periféricos.
      Valor relativo: 0,5 a 1,0%
      Valor absoluto em cão: 27.000 a 55.000 mm3 (L3)
      Valor absoluto em gato: 25.000 a 50.000 mm3 (L3)
- Causa: Ausência de Eritropoietina, tecido M.O. substituído por fibroso ou neoplásico, Panleucopenia felina,
 Ehrlichia canis, inflamações articulares, substâncias tóxicas, desnutrição, endocrinopatias.
- O que se observa?
  = Neutropenia, Trombocitopenia. Anemia normocítica normocrômica. Sem reticulócitos e policromasia.
Anisocitose e Policromasia - Hematologia Cão.


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REFERÊNCIAS